quarta-feira, 30 de maio de 2012

Profundo!

Perdi meus fantásticos castelos



Como névoa... distante que se esfuma...


Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:


Quebrei as minhas lanças uma a uma!

 


Perdi minhas galeras entre os gelos


Que se afundaram sobre um mar de bruma...


- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –


Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!






Perdi a minha taça, o meu anel,


A minha cota de aço, o meu corcel,


Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...






Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...


Sobre o meu coração pesam montanhas...


Olho assombrada as minhas mãos vazias...






Florbela Espanca

segunda-feira, 28 de maio de 2012

     As pessoas estão cada vez mais solitárias, porque, constroem mais paredes do que pontes...
Isaac Newton


domingo, 27 de maio de 2012

Espírito Santo

       E já estamos no Espírito Santo outra vez!
      Qualquer pessoa que já tenha vivido comigo sabe que esta é uma altura do ano de profundo significado para mim.
      É nesta altura que tenho imensa saudade de estar no Pico, porque é lá que se vive em pleno, o verdadeiro sentimento de partilha que esta época simboliza.

domingo, 20 de maio de 2012

:(


                       Fingir que está tudo bem
Fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido

com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro

do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir

que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde

os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas

não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão

desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós

olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver

sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de

medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, pergunto

dentro de mim: será que vou morrer?, olhas-me e só tu sabes:

ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer:

amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um

oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga.

José Luís Peixoto

quarta-feira, 16 de maio de 2012

:) A sabedoria do tempo...


         Há coisas que nascem de uma forma natural e que nunca podem ser impostas. Se não surgem dentro de nós,  dificilmente virão de fora.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Somewhere over the rainbow


       Será algures nesse céu azul que está a concretização dos meus sonhos. Sonhos que já partilhei uma vez com uma pessoa que me disse que se era isso que eu queria, seria isso que tinha que procurar.
       Afinal, o que realmente desejamos para nós, é o que nos define enquanto pessoas, e eu quero bem mais do que aquilo que tenho agora. Sei que mereço bem mais.
      Resta encontrar o caminho certo e romper com o que me impede de prosseguir.